Histórico

HISTÓRICO DA 1ª DIVISÃO DE EXÉRCITO

 

CRIAÇÃO

A origem da 1ª Divisão de Exército remonta ao ano de 1908, quando o então Presidente da República, Afonso Pena, resolveu, em Decreto expedido em 6 de agosto daquele ano, criar 5 (cinco) Brigadas Estratégicas e 3 (três) de Cavalaria, ao mesmo tempo em que se construía no Rio de Janeiro, na área da antiga Fazenda Sapopemba, a Vila Militar.

A 1ª Brigada Estratégica seria sediada nesta área e pode ser considerada a origem da 1ª Divisão de Exército, que ocupou sua sede definitiva, que até hoje permanece como suas atuais instalações, no ano de 1938.


PARTICIPAÇÃO NA 2ª GUERRA MUNDIAL

Foi durante a década de 40 que a então 1ª Divisão de Infantaria recebeu sua denominação mais marcante: 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária. Após seguidos ataques das forças nazistas a embarcações brasileiras, o Brasil declarou guerra aos países do Eixo em 31 de agosto de 1942.

Com a Portaria Ministerial Nr 4.744, de 9 de agosto de 1943 foi criada e estruturada a Força Expedicionária Brasileira (1), e dentro dessa estrutura, a 1ª Divisão de Infantaria se tornou a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária (1ª DIE), que seria comandada pelo General de Divisão João Batista Mascarenhas de Moraes.

A 1ª DIE partiu para os campos de batalha europeus com um total de 25.334 militares divididos em 3 escalões. Obteve vitórias importantes como nas batalhas de Massarosa, Camaiore, Monte Prano, Castelnuovo, Belvedere, Montese, Monte Castello e a captura de uma Divisão inteira alemã, incluindo seu comandante, a 148º Divisão de Infantaria. Tal feito foi único entre todas as forças aliadas.

A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, assim como toda Força Expedicionária Brasileira, retornou da Europa coberta de glórias, sendo recebida em festa pela população na então capital federal, o Rio de Janeiro.



PARTICIPAÇÃO EM OUTRAS MISSÕES

Com a vitória inquestionável na campanha na Itália, a então ainda 1ª Divisão de Infantaria foi convocada por organismos internacionais para participar de missões de paz que se sucederam ao Maior Conflito Mundial de todos os tempos.

Em 1956, o Governo Brasileiro, após receber um convite da Organização das Nações Unidas (ONU), convocou a 1ª Divisão de Infantaria, para participar da Força de Emergência das Nações Unidas (FENU) (2). O objetivo da missão era manter a paz e a segurança na importante região compreendida entre o Canal de Suez e a linha de armistício entre Israel e Egito no Oriente Médio. Naquele ano, o 2° Regimento de Infantaria embarcou para Suez, nome que passou a identificar o Batalhão Brasileiro. A missão prosseguiu até 1967.

A segunda contribuição do Brasil para missões de paz foi em Santo Domingo, capital da República Dominicana, em 1965. Na época, a 1ª DE constituiu o contingente militar que ficou conhecido como Destacamento Brasileiro da Força Armada Interamericana (FAIBRÁS). Além de ajudar a garantir a normalidade naquele país, o Exército também atuou com uma missão médica para atendimento aos civis. A atuação brasileira durou 16 meses.

Em 1969, o Presidente da República resolveu, em Decreto de 24 de abril, dar como denominação história à 1ª Divisão de Infantaria o nome do Comandante da 1ª DIE da FEB, “Divisão Mascarenhas de Moares”.

Em 1972, em decorrência do determinado no Decreto reservado Nr 1, de 11 de novembro de 1971, a 1ª Divisão de Infantaria passou a ser denominada 1ª Divisão de Exército, denominação que orgulhosamente ostenta até os dias atuais.

A Divisão Mascarenhas de Moraes ainda participou de operações em: Moçambique (Operação das Nações Unidas-ONUMOZ-1993-1994); Angola (Missão de Verificação das Nações Unidas-UNAVEM-1995 a 1997); e no Haiti, onde de 2004 até 2017, tropas atuaram na Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH).

Outros casos de emprego de tropas da 1ª DE se deram em ações humanitárias e de garantia da lei da ordem, por ocasião de enchentes, terremotos, acidentes químicos, epidemias, mobilizações nacionais, eleições e visitas ilustres, entre outros.

Merece destaque o trabalho dos militares, no acidente radiológico ocorrido em Goiânia, conhecido como “Césio-137”, em 1987; na Rio 92, durante a Conferência Mundial para o Meio Ambiente; na Força de Pacificação dos Complexos do Alemão e da Penha, em 2011; na Força de Pacificação do Complexo da Maré, em 2014 e na Greve dos Órgãos de Segurança Pública no Espírito Santo em 2017.



ATUAÇÃO EM GRANDES EVENTOS

Em 2007, nos XV Jogos Pan-Americanos e nos III Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro, a Vila Militar sediou competições de hipismo, tiro esportivo, tiro com arco, pentatlo moderno, hóquei sobre grama, futebol de cinco e futebol de sete. Na ocasião, o Complexo Esportivo de Deodoro utilizou espaços já existentes na Vila Militar. A participação do Comando da 1ª DE e de outras unidades da Vila não se restringiu à segurança, já que atuou também nas áreas administrativa e técnicas dos Jogos.

Devido ao desempenho positivo nessas competições, a Guarnição da Vila Militar também foi escolhida como sede dos Jogos Mundiais Militares de 2011.

Na sequência, ressalta-se a atuação da Divisão Mascarenhas de Moraes na Copas das Confederações em 2013, na Copa do Mundo de 2014 e no maior evento esportivo do planeta, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

Fazendo História!

Vencendo Desafios!



 

 

Referências:

(1) – https://www.decex.eb.mil.br/ultimas-noticias/2-uncategorised/101-forca-expedicionaria-brasileira

(2) - http://ebrevistas.eb.mil.br/ADN/article/view/5036

(3) - https://legis.senado.leg.br/norma/487038/publicacao/15750869

(4) - https://legis.senado.leg.br/norma/534952